segunda-feira, 26 de maio de 2008

ALGUÉM TINHA DÚVIDAS?

Alguém tinha dúvidas de que o processo de aprovação de uma ETAR no Martinhal foi conduzido em segredo pelo sr. presidente da Câmara? E porque seria?
Mas é assim que as coisas são por aqui tratadas. Desprezo pelos outros, pelos munícipes e até pelos vereadores. Silêncio. Nem uma resposta. O sr. presidente não está para aturá-los. É demasiado importante para isso.
Pela acta da Câmara nº 9/2008, da reunião de 15 de Abril de 2008, ficamos a saber que o vereador Rui Correia pediu no dia 3 de Outubro de 2006, entregou um requerimento, esclarecimentos sobre as ETARs do concelho e sobre a ETAR do Martinhal , em Sagres.
Pois o sr. vereador, até ao dia 15 de Abril de 2008 não obteve qualquer resposta e teve que fazer outro requerimento. Porque será que o sr. presidente não respondeu? Afinal, quem é que andava a esconder o quê? E porquê?
E com estas, e outras, atitudes prejudica-se o concelho e a sua população. Porque o sr. presidente é demasiado importante para dar respostas, para prestar esclarecimentos ou o que quer que seja. Quando o assunto não lhe interessa, ou interessa muito, cala-se e assobia para o lado.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

DUAS NOTAS

Positiva - A inauguração do centro interpretativo da ermida de Guadalupe com a exposição sobre o mito da Virgem Negra.
Um bom exemplo da valorização do património cultural que contribui para a qualificação do turismo. Vila do Bispo e o Algarve passaram a dispor de mais um interessante pólo de atracção de visitantes.
Negativa - A não candidatura das praias do concelho à bandeira azul.
O concelho fica a perder. E o Algarve também. A bandeira azul é actualmente reconhecida como um símbolo de qualidade das praias. E o que é notícia é o facto de Vila do Bispo não ter bandeiras azuis nas praias. Foi isso que o país ficou a saber esta semana.
É assim que se promove o concelho?
Mas, como garantir os padrões de qualidade exigidos dá trabalho os burocratas que nos governam preferem ficar comodamente instalados nos gabinetes, ou irem passar férias para outras paragens, com bandeira azul e águas mais quentinhas.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

UMA ETAR NO MARTINHAL?


No passado dia 5 de Março de 2008 foi publicado na 2ª série do Diário da República um Despacho que declara a utilidade pública, com carácter de urgência, da expropriação de uma parcela de terreno para a construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais no Martinhal, em Sagres.

O pedido de declaração de utilidade pública foi feito pela empresa "Águas do Algarve S.A."

Não há outras localizações possíveis? Sagres merece isto? E a Câmara Municipal de Vila do Bispo e o Parque Natural deram parecer favorável a esta localização? Querem uma ETAR, a céu aberto, em cima da praia? E não há qualquer conhecimento público do projecto? Esta não será uma daquelas situações que merecia um debate e esclarecimento públicos? Porque é que fica tudo no segredo dos gabinetes?

Deixamos as interrogações. Responda quem souber. Mas parece que aqueles que tanto falam de Sagres só o fazem para se promoverem. Quando chega a hora da verdade, quando se trata de encontrar verdadeiras soluções para problemas reais, o que dá trabalho e aborrecimentos, nem vê-los.

E a população de Sagres vai ficar indiferente a tudo isto? Vão "papar" com a ETAR no Martinhal como têm aguentado, anos a fio, a água de duvidosa qualidade dos Covões porque a incompetência que nos governa, em dez anos, não foi capaz de ligar a água que abastece o resto do concelho?

terça-feira, 8 de abril de 2008

SE ELES PUDESSEM...

Se eles pudessem calavam-nos a todos. Vem isto a propósito de uma queixa apresentada contra o Nuno Amado pr causa de um comentário feito neste blogue ao texto com o título "Desorientação". E o Nuno Amado vai a julgamento no próximo dia 29 de Abril. O queixoso é o Sr. Assildo Duarte.
O que eles gostavam mesmo era de mais ninguém poder dizer o que pensa. Para eles continuarem a olear a máquina de propaganda às custas do dinheiro público. Veja-se a revista publicada pela Câmara que mais não é do que um pasquim de propaganda do sr presidente.
Em Vila do Bispo tudo o que ainda sobrevive e que não seja controlado pelos "laranjinhas" é para abater. Mas como o povo não é parvo e já percebeu com quem está a lidar os "laranjinhas" começam a andar desorientados. Depois de anos de perseguições a quem não se verga a esta política de total desprezo pelas pessoas está a chegar a hora de nos vermos livres deles.
Porque, afinal, eles até nos lêem, vale a pena manter vivo este espaço de opinião. Para dizermos o que pensamos. Porque nesta terra ainda há quem pense e porque há quem não tenha medo "deles".

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

BALANÇO

O Verão está a acabar. Está aí mais uma Agro-Expo. O povo diverte-se e encerra-se mais um ciclo.
O mandato deste executivo municipal está a meio. É tempo de fazer um balanço destes dois anos. Mas também é tempo de os políticos com responsabilidades no concelho prepararem uma alternativa a este estado de coisas. Porque é preciso mudar, construir uma alternativa e um programa de acção. Não basta mudar os "cromos". O concelho precisa de propostas.
O objectivo deste espaço era proporcionar um debate aberto e sério sobre o que tem sido esta gestão municipal, mas sobretudo sobre a criação de alternativas. Venham daí as ideias.
É este o desafio que vos deixamos

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

OCEANÁRIO PARA ONDE VAIS??

Mais de dez anos depois da criação da Fundação Oceanis e dos primeiros esboços do projecto, o Centro Oceanográfico de Sagres parece vir a ser uma realidade. Na ponta da Atalaia ficará o Museu do Mar, o primeiro a ser construído. Terá um percurso de aquário onde se poderão observar diferentes espécies. O núcleo B, junto à praia da Mareta, pretende combinar actividades de investigação e actividades culturais, com colóquios e palestras, uma unidade a aguardar o próximo Quadro e Apoio Comunitário. O trabalho de investigação e os projectos na área das ciências marinhas e dos oceanos vão decorrer na Estação Piloto de Aquariologia, no porto da Baleeira. Este núcleo servirá ainda de apoio ao Museu do Mar, pois neste edifício os aquários com uma panóplia de espécies ficarão de quarentena até se adaptarem às novas condições de vida. Pelas suas funções, está será a primeira construção a ser concluída, segundo o responsável do projecto. Noticia retirada de uma revista Março 2006 ******************************************************** Passados 11 anos e nada, o que se passou? Porque não existe obra feita? Certamente muitas pessoas gostariam de saber respostas, onde cada vez menos acreditam na concretização de um projecto que em muito contribuía para o desenvolvimento e fixação de jovens, em especial investigadores, que ali encontrarão condições de trabalho excepcionais. Qualquer pessoa com conhecimento do que é o Concelho de Vila do Bispo e o que seria existindo uma obra desta envergadura, não teria a mínima dúvida em dizer que o Oceanário criava confiança no investimento por parte das pessoas deste concelho e de muitas outras de fora, que encontrariam aqui interesse económico.A verdade é bem outra, pois com a recente noticia da Câmara Municipal de Portimão na construção de um Oceanário, será impensável existir dois Oceanários num espaço de 50 km. Deixo umas perguntas no ar para o início deste tema: 1-De quem é a culpa de um projecto destes ainda não ter avançado? 2-Acreditam se o Presidente da Fundação Oceanis fosse alguém da cor politica do Senhor Presidente de Câmara Municipal de Vila do Bispo, que o rumo dos acontecimentos seria outro?

sábado, 14 de julho de 2007

BANDEIRAS

Já quase toda a gente falou do assunto. Este ano as praias do ocncelho de Vila do Bispo não têm bandeiras azuis. Em vez disso têm uma bandeira verde, a do município.
A bandeira azul significa responsabilidades; pela segurança, pela limpeza, pela qualidade da água. E a bandeira verde quer dizer o quê? Que é o município o responsável? Então, devia lá estar um cartaz com a cara dos responsáveis e não a bandeira. Porque são eles os responsáveis pela falta de limpeza na envolvente das praias, pelos acessos, pelas obras em plena época balnear. Os responsáveis têm cara e têm nome. Mas nesta, como em outras situações, é normal atribuirem a culpa aos outros. Nunca assumem responsabilidades. Como é que podiam responsabilizar-se pelas bandeiras azuis nas praias?